A razão pela qual as cabeças limitadas são tão propensas ao tédio provém do fato de que o seu intelecto nada mais é senão o intermediário dos motivos para a vontade. Se não existirem motivos para serem levados em conta, então a vontade repousa e o intelecto folga; pois este, tão pouco quanto aquela, não entra em atividade por si próprio (Schopenhauer).
As pessoas comuns pensam apenas como passar o tempo. Uma pessoa inteligente tenta usar o tempo (Schopenhauer).
Assim como a necessidade reúne os homens espontaneamente, o tédio faz o mesmo depois que ela é removida (Schopenhauer).
Cada separação é um antegosto da morte, e cada reunião um antegosto da ressurreição. É por isso que mesmo as pessoas que eram indiferentes umas às outras se regozijam tanto quando voltam a encontrar-se ao fim de vinte ou trinta anos (Schopenhauer).
De fato, exteriormente, a necessidade e a privação geram a dor; em contrapartida, a segurança e a abundância geram o tédio (Schopenhauer).
Durante a leitura a nossa cabeça é apenas o campo de batalha de pensamentos alheios (Schopenhauer).
Em geral, as pessoas de grande capacidade dão-se melhor com pessoas de capacidade muito limitada do que com pessoas de capacidade vulgar, pelo mesmo motivo por que o déspota e o plebeu, os avós e os netos, são aliados naturais (Schopenhauer).
Ler quer dizer pensar com uma cabeça alheia, em lugar da própria (Schopenhauer).
Na juventude, imaginamos o mundo repleto de felicidade e prazer, sendo que a única dificuldade é alcançá-los, enquanto na velhice sabemos que do mundo não há muito a esperar. Logo, acalmados por completo, fruímos um presente suportável e encontramos alegria até mesmo em miudezas (Schopenhauer).
Não ir ao teatro é como fazer a toilette sem espelho (Schopenhauer).
O dinheiro é a felicidade humana in abstrato; consequentemente, quem já não consegue alcançar a felicidade in concreto começa a pensar apenas no dinheiro (Schopenhauer).
Os estados de felicidade humana e de boa sorte podem, em regra, ser comparados a certos grupos de árvores: vistas à distância parecem belas, mas, quando nos aproximamos e passamos entre elas, a sua beleza desaparece e já não conseguimos encontrá-la. É por isso que tantas vezes sentimos inveja das outras pessoas (Schopenhauer).
Se alguém quiser saber o que realmente sente acerca de uma pessoa, basta notar qual a sensação que lhe provoca a visão de uma carta inesperada dessa pessoa sobre o tapete da entrada (Schopenhauer).
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